Os que também amam poesia...

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

AMOR



MORRER DE AMOR



OU VIVER SEM ELE...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

PALAVRAS

São tantas as palavras...

com seus sentimentos...

seus pesos...

suas medidas...

suas perguntas...

suas respostas...

suas cores...

suas roupas...

suas estações...

suas vidas...

seus amores...

suas saudades...

suas traduções literais...
suas interpretações...

São tantas as palavras que não cabem em mim...

por isso escrevo...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

NOITE


Não basta ser noite...



há de se ter estrelas...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Como Se Diz "Eu Te Amo"

Rio desesperadamente oceano
vida da vida
saudade de mim...

linguagem dos olhos
mãos juntas
alma nua
âncora do meu coração...

entrego...
pertenço...
acredito...
não me perco...

lugar para voltar...

minha noite iluminada
meu refrigério no calor
aquecer do meu frio
esperança ao entardecer...

sorrisos que amanhecem
diálogo de sentimento e razão
braços que se reconhecem

sintonia...

horizonte e vértice...

extraordinariamente simples...

inexplicavelmente fascinante...

intensidade...
serenidade...
eternidade...

primavera no meu inverno...


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

INEXORÁVEL

Porta fechada
cômodos vazios
pensamentos vagantes no espaço entre um lugar e uma mesa...

vivo de palavras
respiro o verbo das orações...


corro no quarto
viajo nas linhas do que escrevo
visto-me da roupa ainda molhada...

a chuva que se anuncia mas não chega
reconheço-a nos trovões
e nos relâmpagos que ligam céu e terra...

levanto
bebo minha água
preciso desta vida transparente
que abastece minhas lágrimas
no armazém da minha alma...

volto para mim
me pergunto...
me questiono...
me brigo...
me entendo...
me perdoo...

apago a luz
fresta de escuridão
olhos abertos que não podem ver...

e o sussurar de mim cansado de ouvir tanto silêncio...

inexorável tempo...


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PERFUME

As roupas
os livros
a vida...


de mudança...

caixas espalhadas pela casa

e no quarto ainda as cortinas que amenizam o clarão lá de fora...


como criar raízes?

como ser plantada em um solo fértil?

como estabelecer a hora de ir?

e
de ficar?


retratos revistos

revistas passadas
o jornal que ontem era palavras vivas hoje embrulha o frágil...


a última contagem
ecos dos passos
vazio
discos que choram

perfume que sente o cheiro da lembrança de alguém...


hora de ir

do adeus

último olhar...

onde procurar?

se não tem mais o "debaixo da cama" escondendo algum sonho...


a nostalgia do partir

a solidão da chegada...


bagagens prontas...


o
corpo e a alma...


e a espera do outro lugar...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

VELOCIDADE DA LUZ

O encontro na imensidão só das montanhas...

a solidão das multidões...

perguntas que morrem de fome

respostas que questionam

sentimentos querendo abraços...

sonhos acordados de madrugada...

choro na velocidade da luz...

o que são cores?

qual é a senha do amor?

qual o lado da moeda?

que caminho seguir nas incontáveis bifurcações da estrada...

quem sou eu?

o que é a esperança?

qual a intensidade suportável da dor?

o lado avesso das roupas e da vida...

quantas vidas tem a frase "eu quero"?

norte ou sul?

frio ou calor?

flores ou folhas?

a correnteza dos rios

ou o movimento das marés?

sol ou lua?

estrelas ou nuvens?

luz ou escuridão?

morrer de amor...

ou viver sem ele...

questionamentos nos caminhos de chão da vida...

a poeira nos olhos...

destino escondido na próxima esquina que não chega...

e o dia que nunca amanhece...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ECLIPSE DO SOL


De onde vem o amor?
É o Eterno que o dá ou temos que ir buscá-lo?
E para onde ele vai quando acaba, quando quem diz, "eu te amo" não o diz mais...
e ele acaba?
Sabemos quando chega?
Sentimos quando vai?
Conhecemos sua dimensão e a sua profundidade?
Sua largura e a sua extensão?
Qual é sua medida?
O que o mede?
Podemos medi-lo?
Ele chega com pressa ou sereno?
Se despede com um até logo ou um adeus?
Ele é um sentimento ou uma escolha?
Se é sentimento como escolher esquecer?
Se é escolha como não senti-lo?
Como sabemos se amamos e somos amados?
Por que se ama tanto?
Por que não se ama nada?
Por que quem é amado não ama?
Por que quem ama não é amado?
Se o amor está perto é desprezado
muitos já cruzaram os oceanos para encontrá-lo...
muitos tentaram comprá-lo
tentaram vendê-lo
muitos tentaram trocá-lo por migalhas
muitos deram o que tinham e o que não tinham por ele
muitos o ignoraram...
muitos por amarem tanto desistiram do amor
e muitos lutaram para verem um eclipse total do sol, na esperança de serem amados pelo ser amado...
muitos o encontraram e perderam
alguns nunca o acharam
alguns nem quiseram sequer saber onde ele mora...
uns choraram tanto por não tê-lo
outros por tê-lo tanto o despediram sem dar seus endereços...

Se as paralelas se encontrassem no infinito
talvez eu tivesse as respostas...
talvez o próprio amor viesse ao meu encontro...
e pegaria na minha mão...
e me mostraria que é preciso vivê-lo para tê-lo...
senti-lo...
para amar!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Alma da Primavera

O NADA QUE SE TRANSFORMA EM TUDO...


A alma da primavera

é alma de flor e de cor

cores das flores

é a música do canto dos pássaros

do bailar das folhas que dançam à melodia do vento...

alma que se prepara para o verde

para o completar das cores

no contraste do verde e amarelo

do vermelho e do azul

do rosa e lilás

casamento das folhas e flores...

é assim a alma da primavera

que se colore de esperança

e escuta atentamente a canção do vento tranquilo das tardes calmas...

alma colorida

que espera o verde vida

que se fortalece do Eterno que lhe dá sombra

na expectativa dos dias longos de calor ardente que estão à chegar...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Bagagens

Quero você...

você sintonia
você dissonância
você silêncio...

quero a música do seu disco
lado A e lado B...

quero você com seu embrulhos
sua malas
seus baús...

você doce
você amargo...

você pergunta
você resposta

quero a avidez das suas palavras...

quero você poesia...

você sorriso

você choro
você ficar
você ir...

quero você mar...
você porto...
terra
fogo
água
ar...

quero você montanhas...

quero você chuva

sol

calmaria

tempestade...

quero você refrigério
quero você calor...

você as quatro estações...

quero a nudez da sua alma
sua intimidade
sua intensidade...

quero você inteiro
e fragmentado...

quero você cores

quero você gris...

flor e espinho...

quero você só
quero você dois
quero você nós...

quero só você...


Para você que sabe o que quero...

quero te levar paz guerreando suas guerras...


O canto

O canto canta

no canto da alma no canto

no canto da alma

escondido no canto que canta

canto escondido no profundo do cantos

esquecido no mais canto dos cantos...

e o canto quer sair do canto

no canto quer cantar mas ninguém escuta o canto...

e no grito do canto no canto

um clamor para se ouvir um canto...

no encanto do canto

uma música...

o canto não mais no canto...

e não escondido no canto

canta...

WINTER (VIVALDI FOUR SEASONS)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Eu

Não sou eu...
somos eu
eu inverno...
eu primavera...
eu verão...
eu outono...
eu estações
eu ciclos...

eu me vendo no reflexo do meu próprio espelho...

eu metáforas...
eu antagonismos...
eu que vive...
eu que respira...
eu que sente...
eu intensa...
eu serena...
eu mistério...
eu sonhos...
eu pensamentos...
eu anseios...
eu devaneios...

eu só
só eu

nas minhas entranhas
na minha alma
nos meus poros
nos meus desejos
nas minhas escolhas
nos meus sentimentos...

eu, amo...
eu, creio...
eu, fico...
eu, vou...
eu, decido...
eu, desespero...
eu, duvido
eu, quero...
eu, espero...

eu dois...
eu eu...
eu nós...

meus eus...

eu, querendo saber...

qual meu eu...

domingo, 4 de julho de 2010

Fruto

À serenidade entrego o meu querer...

quero a suavidade da espera...

a paz da espera...

a espera da espera...

não quero rapidez de tempo

pressa sem expectativa...

quero os processos

quero os ciclos

quero os tempos

o passar das horas...

quero escrever e abrir cartas

suspirar com cartões postais

correr para a caixa do correio no quintal...

não quero digitar

quero escrever...

fotografar e revelar...

quero viajar de trem para ver a paisagem da janela...

caminhar sem pressa

e sorrir para pessoas...

quero pegar fruta no pé...

não quero micro ondas

não quero comida pronta

não quero o instantâneo

o gosto do pronto

o desgosto da falta de preparo...

não quero me perder na pressa de um drive through...

quero fogo à lenha

quero o integral

comer e degustar...

não quero café expresso

quero ferver a água e coá-lo

sentir o cheiro das lembranças da infância...

quero semear

quero ver crescer

quero colher...

quero esperar...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Passageiro


Passageiro e suas passagens
passagens permanentes
passagens que passam passageiras
seladas nas passagens do passageiro que vai de trem...
de passagem pelas estações de passageiros tão passageiros...
que sentem a falta do passageiro que não passa
de quem senta e espera...
espera a passagem do passageiro que de tanto amar permanece...
e o trem vai...
com seus passageiros...
e seus sentimentos de passagem...
com vontade de trilhos...
na velocidade que leva o passageiro
que deixa a passagem...
que canta a música passageira...
de quem passa...
e deixa saudades...


Alma de Inverno


Minha alma de inverno quer ser aquecida
pelo calor sereno de um amor...
quer ser acariciada pelo ouvir dos seus passos...
e o dizer dos lábios da boca sua...
quer descançar à melodia da sua música
quer sentir o vento que calmo canta ao entardecer...
certeza de que a primavera vem...
e as cores a encherão de poesia...
e a vida sorri nos braços da luz do sol calmo e confiança...
cheio de promessas de flores...
e minha alma de inverno espera...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Winter Soul




It is going to rain!
It is going to rain!
I am so sure about it...
it is going to rain!

Oh my winter soul!
Everthing is dry,
without life...

dark...
hidden...
But somewhere life is waiting!

waiting for an order: come out! It is your time!

The flowers are there waiting for the first wind of the spring!
The lakes are almost ready for the boats,
the grass is just longing for the sunshine to turn it green

the birds are getting excited 'case their friends are coming to enjoy the new season...

Oh winter...
part of the process...

snow...
darkness...
cold...
grey...

but deep inside...
in such amazing way...
there, where only the Creator can see...
everthing is getting strong for the next turn...

without the coldness of the snow
we could not see the beauty of the flowers...

it seems like everthing is dead...

it is not true...

after all the winter gloom...

blooms the spring!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Alma das Estações




As estações tem alma
alma das estações
alma de ser
de estar
de querer
de mudar
de viver...
cada estação anseia por mostrar sua alma
alma de renascer
do renovar
do esconder...
no trocar das estações
no tocar das emoções
no secar das ilusões
no tentar das soluções...
na metáfora das estações
as quatro sensações...
na esperança de mudança
a alma das estações se renova
no deslumbrar do nada que se transforma em tudo...
do tudo que se enverdesse...
do verde que vira cores...
da cor que desaparece...
para que se complete o ciclo da vida...
da alma das estações...
das estações da alma...

Mundo




O mundo muda

me muda o mundo

meu mundo mudo...

me tranco no meu mundo

mundo só

só, mudo o meu mundo...

só mudo meu mundo pertencendo ao mundo dois...

mundo mudo

que fala minha língua

que entende meus códigos

que decifra minha alma...

mundo, mudo...

mundo mudo...

soletre seu mundo...

trás seu mundo...

muda...

e muda o meu...

sábado, 26 de junho de 2010

Querer de Mar


Meu querer é de mar
me envolver à música que toca o barco
quando a água que ama o toca
no momento de estar e ser
nesta imensidão de mar
de profundas águas...
desvendar de alma
cheio de mistério oceano
no azul de vontade de mar...
viagens de barco no mar...
sonhos e desejos de alma de mar...
de intensa água...
de intenso oceano de mar...

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Estrada

Estrada que nos leva à um destino
à um encontro
à certeza do mistério de existir...
estrada estreita
direita
às margens de um rio sereno
que corre para o mar...
destino absoluto sem desvios
sem medos
à sombra da certeza do seu percurso...
àguas seguras à que vieram
cheias de vontade de mar
que de braços abertos o rio espera...
estrada que traz a vida que se anseia...
que se afirma...
confirma...
se impõe de beleza
me enche de acreditar na promessa de plenitude
estrada que conduz ao Caminho
que sacia...
e nela caminho...
ao encontro do que meu é...

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Basta Amar


Não basta acreditar
há de se crer
não basta olhar
há de se ver
não basta querer
há de se agir
não basta comer
há de se degustar
não basta estar vivo
há de se viver...
Basta amar
se dar...
por inteiro...
se entregar...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Sorrisos

O vento dança
ao ver a árvore que tão ansiosa o espera chegar
e a convida à bailarem
ao som das ondas do mar
à melodia da música que se ouve quando a lua toca as águas oceano
que chama o rio para também dançarem
no festival das canções que a natureza entoa...
o sol chega se despedindo da noite e atentamente escuta os pássaros com suas músicas que em diferentes acordes contagiam a manhã
que sorri para o mar
que sorri para o rio
que o completa
deixa-se receber
juntar-se às suas águas
que sorriem para as árvores
que sorriem para o vento
que sorri para o mar...

Infinito Mar de Infinito Céu


Infinito mar de infinito céu de infinito azul...
infinito azul de infinito ar de infinito chão...
infinito amor de infinito crêr de infinito olhar...
de infinito estar... de infinito ser...
infinito inverno de infinito vento de infinito cinza de infinito esperar...
infinita demora de infinita esperança de infinita expectativa de infinita hora...
de infinita certeza de primavera...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

ALMA DO INVERNO


Na imensidão do nada
o silêncio grita
o sol já se foi...
O inverno!
de sonhos guardados
de esperança que se esconde na solidão...
folhas mortas
desbotadas do verde
descoloridas
desprovidas de vida...
gêlo no chão
frio que corta
flores escondidas...
cinza é
cinza está...
vida esperando seu momento chegar...


Neste dia 21 de junho, começo oficial do inverno, te apresento minha alma... com esperança de primavera...