Os que também amam poesia...

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Volto com um poema sobre o caminho da água...
Pelo meu profundo respeito e amor por ela...
Cuidemos... porque sem ela não estaremos e nem seremos...


 Caminho da Água

Meu caminho nasce suave, com sussurros...
como uma música tocada em um piano contido...
Encontro outras águas,
em seus caminhos sinuosos,
obscuros, sombrios, sem leitos, sem brilho, sem sonhos...
Cristalinos, ensolarados,
Rasos e profundos...
Umas choram por não ver mais cores, outras desesperadas lutam por um sopro,
Um despertar, 
Esperam por um abraço de vida,
Anseiam por flores flutuando e sons que encantam suas margens...
Algumas estão cheias de esperança!
Posso ver suas lágrimas,
Sentir suas dores...
Entendo seus anseios...
Correndo encontramos imensas, cheias de personalidade,
Densidades,
Histórias,
e angústias...
Podem parecer fortes mas estão frágeis e vulneráveis, implorando por socorro...
Nosso destino é de oceano,
que nos espera para sermos uma só...
Nuvem,
Chuva,
Nascente,
Córrego,
Ribeirão,
Rio,
E mar!
Meu caminho nasce suave...
Boa noite à todos!


Estou de volta postando aqui no meu blog depois de um longo período!
Senti saudade de escrever! Ainda tenho muita coisa para mostrar da minha alma, com todas as suas estações, um pouco mais amadurecida, mas com a mesma essência!
Espero muito que consiga tocar as suas almas e os seus corações!

sábado, 25 de agosto de 2012

Superfície


Preciso da profundidade

a profundidade de um oceano
o silêncio do fundo...

preciso navegar distante
imergir
a minha essência é de azul profundo...

a superfície me assusta
a pele que veste e reveste
o externo
os tecidos
as roupas com suas etiquetas...

o fundamental não é raso
não quero me afogar onde alcanço
na segurança do curso
na multidão solitária
na ditadura do igual...

quero a "Piracema" das minhas escolhas
minha comida não é instantânea...

O avesso
e o interior...

quero viver na profundidade...
é só lá que consigo respirar...

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Nascente e Foz



Sou um rio
minha alma de nascente
sua montanha
sua delicadeza
sua calma
sua partida...

suas curvas
seus anseios
seus caminhos
seu destino de mar...

minha alma de foz
sua vontade de chegar
inquieta
tempestuosa
redemoinho de sensações e vontades
mistura de oceano

instrumentos que gritam o som ensurdecedor do silêncio...

sou nascente e foz...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ESSÊNCIA




SE QUISER ME CONHECER MERGULHE!



MINHA ESSÊNCIA ESTÁ NO FUNDO...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

EFÊMERO

Se eu gritar para dentro de mim mesma
minhas entranhas me ouvirão?
E o que sinto decifrará as notas dissonantes do meu choro,
na orquestra dos sons calados?
O maestro desesperado para ouvir os acordes
e o acordar da minha alma sem sono...

Qual resposta dar ao meu coração?
Quantos discursos ele ainda suporta?
Quanta dor ele ainda pode sentir?
Quem vai sentado ao seu lado nesta viagem?

O chão que se abre sem amparo...

a estrada que não tem fim...

saudades do oásis neste deserto de águas...

Que mão segura a minha?

Quais lábios tocam os meus?

O espelho como disco arranhado
me lembra as horas...
os minutos...
os segundos...

nem o efêmero é efêmero diante da eternidade do meu querer...

minha "Pasárgada" é meu quarto
a parede que separa meus desejos...

soprei meus sentimentos ao vento...

pode ser que eles ainda voltem...

fragmentados...

trazendo as cores da sua luz...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

ANTAGONISMOS MEUS...

A noite lá fora não me assusta...
não tenho medo do sol não nascer amanhã
tenho medo é de que meu coração nunca amanheça
minha alma ser inverno
sem cores
sem flores
sem luz...

não tenho medo do não
temo o sim que nunca chega
a esquina que nunca vira
e os sonhos acordados...

não temo o desespero
tenho medo da esperança
que chega como criança
e vai embora como um adulto que não brinca mais...

a fome é a fome
temo a inanição
as migalhas
sensação de saciar
de cheio vazio...

não temo morrer sem amor
temo viver sem ele...

não temo o fim da estrada
tenho medo do meio
das bifurcações
dos sinais escondidos
e das saídas distantes...

não tenho medo das escolhas
temo a liberdade instantânea
os instintos que não se submetem à suavidade da razão...

não tenho medo de não saber o porque
temo não saber onde
e não discernir o chronos
o espaço
a diferença
os fins
os meios
a chegada
e a partida...

não tenho medo de ir
temo o ficar...

não temo a dor profunda
tenho medo dos analgésicos superficiais
que amenizam a tristeza...

não temo o amanhã
tenho medo do hoje sem sol...

não tenho medo da tristeza
é assombrosa a felicidade passageira
que chega sorrindo
e vai embora sem dizer adeus...

não temo os trovões e os relâmpagos
e nem a escuridão da chuva e dos ventos...
temo é a tempestade que se arma e não vem
das cores brancas e do arco-íris
do espectro que se projeta
e do quase dia que não aparece...

não temo a morte
tenho medo de estar viva e não viver...